Recentemente, eu passei por uma situação um tanto inusitada na minha vida e achei que seria interessante relatar a experiência, aprendizados e percepções, porque envolveu bastante coisa. Já dando um spoiler do final da história: eu levei o primeiro, mas não surpreendente, migué de um homem. Tudo começou há um tempo atrás, quando comecei a alimentar uma amizade com um cara que frequenta um mesmo ambiente que eu. Aquela história toda de termos assuntos em comum, gostarmos das mesmas coisas e ele ser bastante carismático e até bastante charmoso. Ele também é mais velho do que eu. Um belo dia, ele me chamou para tomar um café no final da tarde, mas não moveu um dedo para escolher a cafeteria. Como eu nunca tinha ido ao Starbucks, achei que seria legal ir conversar num calor de 40 graus junto de um café superfaturado. Pra piorar, quando chegamos lá, as bebidas geladas estavam esgotadas, mas pedimos mesmo assim. A conversa foi mais ou menos. Não lembro dele fazer muitas perguntas sobre mim, ...
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Eu sempre ouvi que se você decide (e consegue) trabalhar com aquilo que gosta, acaba não gostando mais em algum momento. Aquilo que antes era interessante, que era um hobby, se torna sinônimo de cobrança e estresse. Quando entrei na minha área foi simplesmente por um motivo como esse: programar era legal. Hoje em dia, se penso em mexer com código fora do ambiente de trabalho bate uma preguiça e falta de vontade, até mesmo quando envolve em mexer no layout aqui do blog. Confesso que deixei meu TCC da faculdade a nível de protótipo justamente por isso. Eu não tenho mais saco para desenvolver algo no meu pouco tempo livre. Atualmente, eu acabo atuando muito mais em desenvolvimento, mas não porque é algo que gosto de fazer, foram as oportunidades que tive. No meu último estágio pude atuar em uma área um pouco diferente, mais focado em infraestrutura. Gostei bastante e até me interessei pelas certificações. No entanto, meu estágio acabou e não tinha espaço para continuar ali naquele momento...
Diante de tanto caos na vida (inclusive feliz 2026), a minha vida fica bastante travada devido à ansiedade. Em pouco tempo, eu já pude sentir: meu cérebro estava começando a ficar lisinho. Como assim lisinho? Atrofiando, emburrecendo (?). Como se estivesse fazendo assim com ele: Sempre fui o tipo de pessoa que não consegue ficar muito tempo sem novos desafios, sem aprender coisas novas, sem uma rotina que demande pelo menos um pouquinho de mim. Por isso, até quando tenho férias preciso tirar pouco tempo, no máximo uns 15 dias, se não começo a ficar doida da cabeça. E também não sei se é a idade (25 anos), mas às vezes me sinto meio burrinha, que não sei muito das coisas e querendo saber muito sobre elas. Do tipo, sinto que não li todos os livros que gostaria de ler, não conheço o nome de todas as constelações ou ainda não ter me tornado poliglota. E o tempo livre para conseguir fazer essas coisas só diminui com a vida adulta. Eu comecei a querer ainda mais me tornar uma pessoa mais ...
Parar de ser a pessoa que puxa assunto, que tenta mostrar valor, que responde as mensagens rápido. Continuar não acreditando em promessas, principalmente se vierem de homens. Voltar a abraçar a solidão e entender que sou melhor sozinha. Buscar sair do sedentarismo, sem busca pelo corpo perfeito. Viver com o celular no não perturbe. Estudar e ler sobre os mais diversos assuntos que me interessam, seja sobre o universo, economia, sociedade. Me tornar uma pessoa que estuda porque gosta e porque busca entender tudo, e não porque sou obrigada. Continuar me defendendo e aprendendo a dizer não. Ter menos medo de não agradar e ferir outras pessoas. Arrumar um emprego e continuar juntando dinheiro para sair de casa o quanto antes. Manter um hobby manual. Levar meus tampões de ouvido para todos os lugares. Falar mais foda-se, verbalmente e mentalmente. Tirar mais fotos de paisagens. Me fazer menos de coitada. Sair mais sozinha. Terminar séries que larguei pela metade. Prez...
Início do ano eu estava com planos de ir ao Beto Carrero. Já estava até pesquisando preço de passagem, onde ficar hospedada, quanto gasta em média em dois dias de parque, etc. Porém, eu percebi que o dinheiro que eu gastaria indo pra lá não me parecia ser tão bem gasto assim. Comecei a assistir diversos vídeos e minha vontade de ir acabou ficando muito dividida. Tinha até pensado em tentar ir em Gramado após o parque, mas tudo é extremamente caro. Desisti e pensei em outra ideia. Uma das minhas vontades quando adolescente era de ir na BGS, a famosa Brasil Game Show. Muito popular lá por volta de 2012-2016, sempre contou com a presença de youtubers famosos, principalmente do ramo de jogos e stands das mais diversas empresas como Playstation, Xbox, Blizzard e muitas outras. Chegou até mim alguns anúncios da venda de ingressos e pensei, por que não? Tem tudo para ser divertido, eu gastaria quase o mesmo valor previsto caso fosse no Beto e ainda daria para convidar outras pessoas que també...
Depois de 1 ano e meio trabalhando e estudando sem parar, eu finalmente consegui tirar férias. Infelizmente, não sei mais o que é ter o dia inteiro livre sem compromissos, nem final de semana, porque a faculdade continua, mas eu precisava parar. Minha mente não estava conseguindo acompanhar tudo que está acontecendo. Reta final de ano, de estágio, de faculdade, metade dos 20 anos, TCC para fazer, piora da ansiedade, sentimento de que a tristeza está só esperando o momento certo para voltar, a certeza que começarei 2026 desempregada. Eu consegui manter a rotina de estudar e trabalhar durante bastante tempo, mas agora que calhou de tudo vir junto e misturado, fiquei à beira do colapso. Até por isso me afastei um pouco daqui. A terapia me fez enxergar muitas coisas que estavam erradas e suas raízes, e graças a ela, também me fez enxergar que preciso me priorizar. Durante todo esse tempo, priorizei meu progresso acadêmico e profissional. As notas altas não serviram para nada. Fazer bo...
Como eu já comentei aqui anteriormente, minha adolescência foi quase toda na base do bullying. Isso me fez retrair: não ter vontade de passar nada no rosto, de me esconder em moletom e calça comprida. Por que chamar atenção para algo que era motivo da minha insegurança e de piadas? Enquanto todas as meninas começavam a passar um gloss, usar acessórios, eu continuava a mesma. Não me permitia fazer a mesma coisa. Isso se estendeu durante muitos anos, ao ponto das pessoas acharem que simplesmente sou assim. Não é que não gosto de maquiagem, não é que não gosto de roupas de um determinado estilo, não é que não gosto de passar um cheirinho que me agrada, é que simplesmente eu não podia. Todas as minhas roupas minha mãe que escolhia, porque ela sabia que eu aceitaria qualquer coisa. Quando ela tentava me dar um batom ou um estojinho de maquiagem, eu nunca usava. Até hoje, 90% das minhas roupas de sair foi minha mãe que escolheu. É claro que ela escolhia mais o que agradava a ela do que me ag...
Jogar é meu principal hobby desde pequena. Eu tive a oportunidade de começar cedo e desde então o que eu mais faço no meu tempo livre é ficar na frente do computador jogando alguma coisa (ou, mais recentemente, pensando no que jogar, tipo ficar olhando o catálogo de streaming). Claro que com o passar do tempo esse tempo livre vai diminuindo, mas eu sempre dô um jeitinho, nem que seja só aos finais de semana. Jogar pra mim é um escape, uma forma de me distrair ao mesmo tempo que me divirto e, às vezes, até aprendo. Mas essa questão da diversão tem mudado nos últimos tempos. Eu já me estresso e torro o meu cérebro todos os dias no trabalho e com coisas da vida. Quando chega final de semana ou fim da noite, a última coisa que eu quero é me estressar ou ter que pensar muito, ou até mesmo me agitar demais, quero é ficar tranquilinha. Então, durante um bom tempo, eu comecei a só me interessar pelos famosos cozy games, que são jogos mais voltados para um público que busca justamente algo mais...
Você tem 1 notificação Recentemente eu percebi que diversas pessoas legais têm acessado e lido as postagens aqui do blog! Se você é uma delas, saiba que fico muito feliz de saber que você se identifica com os meus pensamentos doidos. Tenho seguido todos! :) De vez em quando eu fico muito nostálgica com o passado, mesmo ainda estando nos meus 20 e poucos anos. Lembro quando ia na locadora toda sexta para alugar um filme durante o final de semana e meu pai gravava aqueles que eu gostava mais. Até hoje tenho todos eles guardados em um porta CD com uma ilustração duvidosa. Alguns infelizmente já estão ruins, como O Diário da Bárbie e My Scene: Estrelas de Hollywood, que travam na metade do filme. Foi nessas idas que eu conheci os primeiros filmes da Barbie e o Shrek, este sendo um dos meus filmes favoritos da vida. Até hoje sinto que o principal problema das plataformas de streaming é que elas não conseguem passar a sensação que era ficar olhando as prateleiras. Não é a mesma cois...
Hoje foi um dia divertido e atípico. Eu e dois amigos de longa data decidimos marcar algo, e como abriu um parque na cidade, achamos que seria legal ir lá. O trajeto foi um pouco demorado, mas valeu a pena. Esse parque abria todo ano na mesma época, mas desde a pandemia ele não tinha aberto mais. Eu cheguei a ir algumas vezes quando era pequena, e as memórias que tenho são bem vagas justamente por isso. Porém, uma dessas vezes que eu fui (foi uma ida mais família, lembro dos meus pais e uma prima estarem lá, talvez tivessem mais pessoas), eu sai de lá outra criança, totalmente amedrontada. Não faço ideia de quantos anos eu tinha, mas algo não deu muito certo. O que eu lembro foi que gritei e chorei muito nos brinquedos, e depois fiquei um tempão sem conseguir dormir direito, achava que iria morrer dormindo. Sabe quando a nuvem passa em frente ao sol e dá uma escurecida? Eu achava que era minha visão escurecendo e que era meu fim. Essa vez em específico que fui com meus pais eu só lembr...
É isso mesmo que você leu. Eu nunca achei que uma rede social de empregos me causaria algo do tipo. Pois causou, e eu nunca me senti tão frágil. Dando contexto, eu venho procurando minha primeira vaga como Júnior (ainda sou estagiária). Venho estudando para tentar fazer isso acontecer até final do ano, que é quando me formo, e mesmo sentindo que ainda preciso melhorar diversos pontos - já que o mercado está saturado e exigente -, uma virada de chave na minha cabeça me fez decidir começar a procurar vagas mais cedo. De maneira resumida, eu não sei se vou conseguir ficar no meu estágio, talvez tenha que pedir pra sair, ou talvez me deem um ultimato, ainda não tenho a resposta até a data que escrevo este post. Eu fiquei bastante chateada e foi uma coisa que pegou todo mundo de surpresa. Sinto que ser estagiário nos faz muito mais vulneráveis do que quem é contratado (não temos seguro desemprego, por exemplo). E diante de incertezas e um choque - e de um sentimento de incapacidade de ...
Esses dias eu estava ouvindo alguns discos que meu pai tem com ele. Ele estava de férias e é aquele tipo de pessoa que não consegue ficar parada, então em um fim de semana ele comentou de testar ligar a vitrola no rádio, e eu como uma boa curiosa de vitrola e discos de vinil (por mais que eu tente entender como isso funciona, ainda parece mágica), e sabendo que ele não teria mais nada a fazer no dia, pedi pra ele testar naquele mesmo momento. Eu também estava querendo passar um pouco mais de tempo fora das telas, então fiquei observando todo o processo. Enquanto escutávamos, meu pai ficou comentando de algumas memórias de quando era mais novo. "Eu colocava esse disco aqui super alto e ia dormir". "Essa o cara colocava pra tocar na discoteca". "As festas na minha época cada um levava um disco pra contribuir com as músicas". "Quando seu vô comprou a primeira rádio vitrola ele também comprou esses discos aqui". Eu fiquei imaginando a juventude do me...
Consegui meu primeiro estágio e meu primeiro dinheiro no segundo semestre da faculdade. Cerca de quase 1 ano depois, consegui um segundo estágio no qual estou até hoje. Às vezes me pego pensando que estou atrasada, que as pessoas da minha idade já não fazem mais estágio - já foram efetivadas. A realidade é que, por mais que eu quisesse ser efetivada agora, isso traria algumas consequências, como ter que trocar de turno na faculdade e ter que conciliar os dois. Querendo ou não o estágio é um pouco mais tranquilo de conciliar quando você está em lugar que não te explora e te trata devidamente como um estagiário. Não acredito que serei efetivada enquanto não me formar justamente pela empresa pensar da mesma forma, e também não acho que serei efetivada na equipe que estou hoje. Na verdade, eu não tenho nenhuma perspectiva de ser efetivada por x motivos. E é sobre algumas dessas questões que eu queria compartilhar hoje. Tenho muitas dúvidas por onde seguir. Eu faço TI - yeah, women in STEM ...