Esses dias eu estava ouvindo alguns discos que meu pai tem com ele. Ele estava de férias e é aquele tipo de pessoa que não consegue ficar parada, então em um fim de semana ele comentou de testar ligar a vitrola no rádio, e eu como uma boa curiosa de vitrola e discos de vinil (por mais que eu tente entender como isso funciona, ainda parece mágica), e sabendo que ele não teria mais nada a fazer no dia, pedi pra ele testar naquele mesmo momento. Eu também estava querendo passar um pouco mais de tempo fora das telas, então fiquei observando todo o processo. Enquanto escutávamos, meu pai ficou comentando de algumas memórias de quando era mais novo. "Eu colocava esse disco aqui super alto e ia dormir". "Essa o cara colocava pra tocar na discoteca". "As festas na minha época cada um levava um disco pra contribuir com as músicas". "Quando seu vô comprou a primeira rádio vitrola ele também comprou esses discos aqui". Eu fiquei imaginando a juventude do me...
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Uma característica sobre mim é que tem épocas da minha vida que eu sonho muito. O principal cenário dos meus sonhos é a minha escola do ensino fundamental. Talvez porque passei boa parte da minha vida lá, fiz amizades que levo até hoje, entrei aos 5 e sai aos 14. O mais estranho é que eu já perguntei pra alguns amigos meus que também estudaram lá com que frequência eles sonham com essa escola, e fiquei intrigada que eles falaram que era bem raro. Quase todo mês posso afirmar que sonho com algo relacionado de lá: ou o sonho se passa lá ou as pessoas do meu sonho são pessoas com as quais eu estudei nessa escola. O mais bizarro ainda é que geralmente são pessoas que eu não vejo há anos, ou melhor, não vejo desde que me formei lá. Como pode pessoas que não fazem mais parte do meu dia a dia estarem tão presentes na minha cabeça? E não só isso: frequentemente eu me vejo pesquisando a vida dessas pessoas na internet, me perguntando o que estão fazendo da vida, se estão bem - talvez seja por i...
Uma coisa que tenho pensado muito ultimamente é sobre o futuro. E o tempo. 2025 é um ano de muitas coisas importantes na minha vida: preciso entregar um TCC, preciso decidir melhor minha carreira, preciso estudar diversos assuntos, preciso finalizar as matérias da faculdade, preciso juntar dinheiro. Mas junto disso eu também preciso ir ao dentista, aprender a tocar teclado, sair do sedentarismo, ler livros, passar tempo com meu namorado, ir ao cinema. Dias atrás eu me vi contando quantas horas, exatamente, tenho disponível por dia e pasmem: apenas cerca de 3 horas em dias úteis! A vida de quem trabalha e estuda é realmente muito triste, o tempo inteiro precisamos escolher o que fazer, o que priorizar, e quando achamos que vai melhorar na verdade piora. Eu pisco e é domingo. Eu pisco de novo e é sexta-feira, mas estou tão cansada que parece um dia como qualquer outro. Sábado não consigo fazer nada porque meu corpo decide relaxar (sem cobranças no dia seguinte). Domingo meu corpo fica e...